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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Libras

Sobre instituição de surdos onde os mesmos participam ativamente como líderes eu só
tenho conhecimento de uma escola para surdos que fica no município de Torres, onde temos alunos surdos de nosso município que são atendidos lá, porém, não tenho conhecimento de como é a participação destes alunos dentro da instituição escolar. Sei que a professora deles não é surda, quanto a sua metodologia de trabalho desconheço. Acredito que os desafios tanto dos surdos como das instituições em relação a participação efetiva como lideres é bastante cercadas de obstáculos, no sentido de interação entre si, de comunicação e até mesmo de aceitação deste grupo na comunidade escolar em relação as suas capacidades. Acredito que eles têm participação nos projetos, nas atividades da escola, mas como sujeitos que só fazem parte daquele ambiente, daquele espaço. Acredito que não são vistos como sujeitos ativos dentro da tomada de decisões no que diz respeito a um assunto maior devido ao preconceito e ao desrespeito. Falo isso devido a anos de trabalho dentro da APAE, e de escolas regulares onde temos alunos inclusos, e estes enfrentam muito preconceitos e descriminação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LIBRAS

Atualmente sabemos que uma das prioridades da educação brasileira é a inclusão de alunos com necessidades educativas nas classes de ensino regular. Porém sabemos que por muitos anos lhe foram negados estes direitos, e em especial, os surdos. Hoje eles lutam por direitos iguais, onde se reconheça sua cultura, sua língua, a Língua de Sinais.
A inclusão de alunos surdos nas escolas de ouvintes teve início praticamente no ano de 1994 com representantes de mais de oitenta países onde se reuniram e assinaram um documento chamado Declaração de Salamanca, que tem como objetivo assegurar o direito de todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas a terem acesso às escolas de ensino regular.
Neste contexto já sabemos que tem várias escolas que atendem alunos surdos, porém, também sabemos que muitos destes alunos abandonam as escolas ou quando completam o ensino médio saem com uma aprendizagem muito defasada. Para uma melhor aprendizagem e uma inclusão de verdade as escolas devem oferecer aos alunos surdos conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, onde os mesmos possam desenvolver a memória visual e o hábito da leitura, os professores de preferência surdos para que ambos tenham um melhor entrosamento, tanto em sua cultura, como no dia a dia em sala de aula. Muitos surdos criticam professores ouvintes na prática de aula. “Surge então uma exclusão no que se refere à efetiva participação e autonomia do aluno surdo em aula, mascarada pelo conceito de inclusão (MOURA, 2000).” Outra alternativa é poder ter em sala de aula professores surdos que possam ajudar os professores regentes trabalhando com a língua de sinais.

Estes seriam alguns dos direitos que os alunos surdos deveriam ter e tudo isso foi “conquistado” com grandes lutas, e muitas desta lutas foram árduas, onde os mesmos foram colocados como pessoas incapacitadas de se pronunciarem e de participar de suas próprias reivindicações, sendo massacrados pela oposição, onde de todas as maneiras tentavam silenciar os protestos e manifestação através de “chantagens” e humilhações.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

LIBRAS

Após assistir ao filme fiz minhas reflexões a respeito do mesmo. O filme “O menino Selvagem” relata a história de um menino que viveu aproximadamente dez anos isolado do convívio social e sem contato com pessoas, este desenvolveu hábitos e costumes próprio do meio em que vivia que era com os animais, no meio da floresta.
Sabemos que as pessoas são de certo modo influenciaveis pelo meio em que vivem, porém cada um é um ser impar, com sua maneira de agir, pensar, e com suas experiências.
Victor quando deixou a floresta e começou a conviver com as pessoas ditas “civilizadas” atravancou por muitos conflitos e sofrimento. Passou a ser alvo de chacota e de desprezo por muitos e também se tornou um mero objeto de estudo por outros. No colégio de surdos-mudos para onde foi levado, ele passou por muitos constrangimentos, e maus tratos, porém o médico Jean Itard acaba levando-o para casa, onde com a ajuda de sua governante acredita que pode reeducá-lo e torná-lo sociável.
Em muitos momentos de ensinamentos Itard insistia tanto com Victor que acabava ultrapassando e desrespeitando seus limites, mas sempre na intenção de defender o que acreditava, que Victor era capaz de aprender e de readaptar ao novo meio.
Podemos relacionar a história de Victor com a dos surdos, onde ambas sofreram para se adaptar com o meio. Sabemos que a trajetória da cultura surda condiz com toda essa falta de respeito e de direitos às condições de vida, as pessoas surdas, que ao longo de muitos anos e de muita luta foram adquirindo respeito devido à busca por uma adaptação à sociedade e também um espaço dentro desta, sendo isso colocado em prática através de pesquisas, estudos e adaptações de pessoas com este tipo de dificuldade, para fim de que fossem aceitas conforme suas condições especiais.
Hoje, percebe-se uma maior preocupação com a inclusão de pessoas dentro da sociedade, mas isso foi ganhando força na medida em que estudiosos como Jean Marc Itard, que estudou o caso do menino selvagem e que tentou readaptá-lo a sociedade, foram questionando as dificuldades de pessoas como Victor, o menino do filme. Mas o que se percebe também foi que ao longo dos anos essa preocupação também ganhou força pela busca de direito destas pessoas através de indivíduos que tiveram relação com pessoas que tiveram familiares, amigos ou pessoas próximas com esse tipo de dificuldade, questionando o porquê de terem de aceitar esse tipo de discriminação dentro da sociedade.
Tanto os surdos quanto outras pessoas que apresentam alguma necessidade educativa especial, merecem ser tratados com respeito e como indivíduos iguais perante os outros, merecem ter seus direitos assegurados na sociedade e nas escolas como qualquer outro cidadão, e para que isso seja eficaz, devemos principalmente nós educadores ter mais responsabilidade, capacidade e por em prática todo esse lado de cidadania que todos merecem e tem direito, e também não podemos esquecer-nos de cobrar das autoridades ações políticas de qualidade voltadas para todos os cidadãos.