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sábado, 13 de novembro de 2010

REPENSANDO O ESTÁGIO NO EIXO VIII

De todos os obstáculos durante o estágio obrigatório nas séries iniciais, realizado no Instituto Estadual de Educação Maria Angelina Maggi o que mais me intrigou foi à questão de iniciar o Projeto de Aprendizagem.
Confesso que achei muito difícil iniciá-lo, até porque era uma proposta inovadora e desafiadora. Não sabia por onde, e após inicial a cada nova etapa que surgia também era um desconforto, uma inquietação, uma angustia que teve fim no momento que recebi a visita da professora Marie Jane onde me orientou, onde pude esclarecer melhor minhas dúvidas quanto o desenvolvimento do Projeto. Quanto as aprendizagens que o Projeto de Aprendizagem proporcionaram tanto para mim como para os alunos foi de muita troca, pois o mesmo proporciona um ambiente de trocas de experiência e construção de conhecimentos, é uma ótima ferramenta onde abre um grande leque para trabalhar variados conteúdos. Os conteúdos vão surgindo conforme os PA vão sendo construídos, conforme as descobertas e pesquisas que os alunos vão realizando e descobrindo perante o tema escolhido. Neste momento também percebi que quando damos voz para nossos alunos, as nossas aulas tomam rumos diferentes, trazem novas perspectivas para nosso trabalho pedagógico. Portanto a interação entre os alunos passa a ser um ato solidário, enquanto cooperativo. Um campo de trocas onde cada um ao portar e incluir os seus conhecimentos prévios trazidos de suas vivencias, e que está fora dos muros da escola, resgatando-os ao inseri-los enquanto conteúdo com o qual se identificam.
Assim, desta maneira a proposta é inovadora, se observar que: “A educação autêntica, repitamos, não se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B, midiatizados pelo mundo. Mundo que impressiona e desafia a uns e a outros, originando visões ou pontos de vista sobre ele. Visões impregnadas de anseios, de dúvidas, de esperanças ou desesperanças que implicam temas significativos, à base dos quais se constituirá o conteúdo programático da educação” ( FREIRE, Paulo, em Pedagogia do Oprimido, pg.84). Portanto, após o termino do tcc, posso concluir que trabalhar com Projetos de Aprendizagem foi realmente um trabalho muito significante e gratificante para mim como professora que sempre esta em busca de novas metodologias de trabalho para desenvolver e oferecer para meus alunos uma aprendizagem que faça significado para sua vida.

domingo, 24 de outubro de 2010

EIXO 6

Após, uma visita detalhada no eixo 6, fiquei me questionando sobre o ensino para pessoas com necessidades especiais através de PA. Lendo o texto Práticas educativas: Perspectiva que se abrem para a Educação Especial, Anna Maria Lunardi Padilha, onde me foquei principalmente no que diz respeito “as práticas educativas” Vigotski chama de “novo ponto de vista” o que podemos chamar de “um novo olhar”, este se refere para as limitações e possibilidades dos deficientes. Neste contexto a escola especial precisa estar preparada quanto à sua concepção de sujeito, de mundo, de sociedade, de deficiência, de desenvolvimento e aprendizagem, para poder conhecer mais e melhor sobre as características das crianças e jovens que nela circulam. Como estou construindo meu TCC com tema UM NOVO OLHAR SOBRE UMA PRÁTICA EM SALA DE AULA, fiz um gancho entre os dois textos no que se refere a prática pedagógica. Para Souza, prática pedagógica deve ter relação com a vivência social, partindo de um contexto maior – não apenas na esfera escolar-que ao produzir aprendizagem desenvolve a ação política, como também pode ser aquela em que são oferecidas atividades que levem a transformação com o despejo de conteúdos a serem cumpridos. Tentando compreender ambos, é possível sim também desenvolver uma prática baseada nos projetos de aprendizagem, porém, o professor tem que levar em conta estes aspectos fundamentais para que tanto a escola como sua prática andem juntos, alinhados com os mesmos propósitos e objetivos, assim o professor desenvolverá uma prática baseado nas curiosidades dos alunos.

PROJETOS DE APRENDIZAGEM



Visitando o eixo 5, novamente a interdisciplina “seminário integrador” veio me trazer boas lembranças e contribuir muito para refletir sobre minha prática pedagógica que é o foco principal do tcc.
Quando fomos motivados a escolher e desenvolver um projeto de aprendizagem, lembro que este não se mostrava assim tão motivador e fácil de desenvolver, tudo era difícil e muito e complicado. No inicio de meu estágio não foi diferente, tinha medo de me lançar ao novo, achei muito complicado e desafiador trabalhar com os PA, porém, depois de muita conversa e incentivo da supervisora dei inicio aos PA com minha turma. Hoje percebo que valeu a pena estudar e me desfiar ao novo.
Assim, no eixo V surgiu algo muito interessante para nós: a pesquisa.
Por meio dela vamos percebendo a importância da descoberta do que está a nossa volta e que muitas vezes não percebemos e nem conhecemos sua história.
Ir em busca da nossa curiosidade, e trabalhar com esta metodologia com nossos alunos, dando voz as suas perguntas, descobrindo algo que realmente queremos e nos envolve, é o ponto de partida de uma pesquisa, tanto para nós, alunas/professoras como para nosso educando. Descobrir como se faz PA também foi assim, uma pesquisa, uma descoberta...um desafio...hoje no meu TCC, mais específico no que estou escrevendo, UM NOVO OLHAR SOBRE UMA PRÁTICA EM SALA DE AULA
tento explicar esta prática vivenciada por mim, baseada em arquiteturas pedagógicas, pois “as arquiteturas pressupõem aprendizes protagonistas” (CARVALHO, Marie Jane Soares [et al]).
Assim fui vivenciando ao longo do curso uma experiência onde me tornei uma estudante protagonista, capaz de refletir sobre a minha prática. Também fui capaz de permitir aos meus alunos experiências onde eles foram os construtores de suas aprendizagens, hoje relatado com ênfase no meu TCC.

Referência:
CARVALHO, Marie Jane Soares; NEVADO, Rosane Aragon de; MENEZES, Crediné Silva de. Arquiteturas pedagógicas para educação à distância.

sábado, 9 de outubro de 2010

EIXO 4

Neste eixo 4 dei uma observada em todas as disciplinas, sei que todas foram muito importante para meu crescimento profissional, mas posso afirmar que uso mais na em minha prática é a disciplina de Matemática. Porém, a que mais foquei e que contribuiu para minhas aulas e no estágio, foi o desafio de fazer “ perguntas” proposto pelo Seminário Integrador neste semestre IV. Lembro como se fosse hoje, a professora Marie Jane fazendo colocações sobre nós fazer o uso desta prática, confesso que no momento achei quase impossível. Contudo, foi por esta atividade que hoje escrevo meu TCC e posso comparar duas práticas: uma antes e outra depois de desenvolver Projetos de Aprendizagem com meus alunos. Lembro o quanto foi difícil perguntar, e mais ainda permitir que meus alunos perguntassem. Relembrando as “perguntas inteligentes” estudadas lá neste Eixo e muito bem abordadas por Beatriz C. Magdalena e Iris Elisabeth Tempel Costa, autoras importantes nas reflexões que fiz no meu estágio depois que optei pela prática de PAs.
Cabe a nós professor incentivá-los a raciocinar, através de questionamentos variados, pois o aluno precisa transitar livremente, pelos seus pensamentos, para compreender as relações externas do seu mundo e do mundo que o cerca. Por isso a necessidade de abrir espaço para perguntas aos nossos alunos, desfiando-os a pensar, construir hipóteses e alimentando seus interesses e curiosidades. Como disse Rubem Alves "É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender.”
Estas atividades a cerca das “perguntas” abriram caminhos para uma prática diferenciada. Consegui perceber o real objetivo que um professor deve ter com seus alunos. A construção do conhecimento deve ser o foco principal, partindo de interesses comuns aos alunos. Abrir espaço para que os alunos possam perguntar questionar, lançar desafios, possibilita uma prática voltada à pesquisa de assuntos de seus interesses, fazendo com que conseguimos trabalhar diversas áreas do conhecimento em um mesmo assunto, pois sabemos que tudo está interligado e que um conhecimento leva a outro.
Ao professor cabe a tarefa de mediar esta construção, pois apresentamos condições de termos um olhar sobre o todo. Devemos orientar os alunos sobre os caminhos que podem percorrer na construção de conhecimentos, evitando que o aluno se perca em seus objetivos.
. Depois de muito estudo, experiências e reflexões de minha prática é que posso afirmar que “só buscamos respostas quando temos uma pergunta, só procuramos alguma coisa quando sentimos necessidade e temos uma idéia acerca do que queremos encontrar”. ( MAGDALENA e COSTA, 2003).
Hoje meus alunos perguntam, questionam e duvidam mais, e por isso a produção escrita e a leitura também é muito maior, e os objetivos vão sendo alcançados por meio de uma única questão que dá início a uma série de descobertas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

Achei muito válidos as analises que tivemos que realizar sobre as teses nos PA. Para mim contribuiu muito no sentido de reflexão individual. Foi um momento meu, que tive que parar e pensar sobre todo o processo de construção do mesmo. Sendo construída em grupo a produção toma outro propósito, pois trabalho em grupo há muita analise discussão e reflexão dentro da edificação do tema gerador, e na análise individual a reflexão é voltada mais para o eu, como se fosse uma retomada, um retrocesso a caminhada de toda a construção do PA.
No mesmo estante que respondia as teses me imaginava na sala de aula trabalhando com meus alunos com os Projetos de Aprendizagem. E nesta situação só de imaginar me senti insegura perante este trabalho, porque parece que foge ao meu controlo de lidar com este novo método de trabalho, parece que não saberei conduzir o mesmo. Também me recordo quando pela primeira vez a professora Nádia no quarto eixo lançou a proposta de trabalhar-mos com perguntas partidas do interesse de nossos alunos, lembro que questionei muito a respeito, até porque temos uma série de atividades que temos que dar conta durante o ano letivo, mas claro que sei que vais me questionar sobre os conteúdos, que muitos de nós professores ainda ficamos presos aos conteúdos... Mas meus questionamentos eram voltados mais para organização deste trabalho e no sentido de conduzi-los, e até porque foi o primeiro passo de uma longa caminhada que estamos construindo. Agora estou me preparando para o estágio com uma nova proposta de trabalho que irei desenvolver com meus alunos, e sei que vai dar tudo certo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Projetos de Aprendizagem


REFLEXÃO

Antes do nosso primeiro encontro e de definir os integrantes do grupo, eu e Andréia estavamos pensando sobre um assunto relacionado a área da educação. Depois de nos encontrar com as demais integrantesa do grupo optamos pelo tema turismo em Morrinhos do Sul. Nos interessamos num assunto que no futuro poderiamos apresentar a pesquisa para a comunidade e assim despertou ainda mais a curiosidade do grupo.
Encontramos-nos na casa da colega Mineide, foi um momento de descontração e de muitas perspectiva em relação ao desenvolvimento do PA. Estamos otimista quanto ao nosso trabalho e seu andamento, pois já tivemos uma experiência anterior com outro PA, onde o mesmo foi construído em cima de muitas dúvidas e incertezas. Outro ponto relevante que destaco, foi a atividade anterior, onde tivemos a oportunidade de analizar projetos de aprendizagem de outras colegas.
Contudo acretido que esta somatória de aprendizagem vai contrubuir e muito para nosso aprendizado e crescimento como estudante e como educadoras que somos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PROJETOS DE APRENDIZAGEM




Nosso grupo está trabalhando no Projeto "Um Olhar Sobre Três Cachoeiras Através da Fotografia". Desde o início já tivemos que fazer vários acertos quanto a formulação da questão, mas agora acredito que estamos decolando. Estamos contando com o apoio incansável da professora Eliana e a participação de cada componente do nosso grupo. O mais interessante na busca destes acertos é que estou descobrindo e aprendendo coisas novas sobre Três Cachoeiras. A cada passo que avançamos descobrimos algo diferente que nos levam para caminhos que nos fazem questionar e repensar sobre o rumo que a pesquisa está nos direcionando. Acredito que estamos fazendo um bom trabalho, apesar de nossa pouca experiência no desenvolvimento de projetos de pesquisa. Mas como nunca é tarde para aprender, estamos dispostas a construir esta experiência junto com nossas professoras e tutoras.