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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Projeto de Aprendizagem


Os grupos se reuniram, e trabalhei de forma individual com cada grupo, foi muito produtivo e pude perceber melhor como os trabalhos estavam se encaminhando. Conversei com os integrantes de cada grupo onde fizemos uma analise para perceber se as perguntas secundárias e a principal estavam respondidas.
Foi muito interessante esta retomada com cada grupo, neste momento podemos perceber com mais clareza o que realmente cada um tinha de material e se os mesmos estavam respondendo suas perguntas. O grupo que está trabalhando sobre os terremotos estavam convictos que suas perguntas estavam todas respondidas, só que ao ler as perguntas e a primeira síntese perceberam que nem todas estavam respondidas e mais importante, eles estavam afirmando que no Brasil não ocorre terremotos por que não tem placas tectônicas, só que os mesmos se contradizem com a descoberta do primeiro terremoto que ocorreu no Brasil. Então fiz alguns questionamentos e eles compreenderam a incoerência que tinham cometido. E desta conversa surgirm mais dúvidas, e a certeza que eles tinham elencado passou a se tornar uma dúvida. No trabalho com PAs “o estudante torna-se produtor de conhecimento, abrem-se possibilidades dele se integrar a uma rede de autores, ao invés de um mero consumidor” (CARVALHO, Marie Jane Soares [et al]).


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Reflexão

Trabalhar com os PAs está sendo uma conquista muito grande e inovadora, todos os dias antes mesmo de entrar na sala os alunos perguntam se é para formar os grupos, a emporgação e animação da turma é muito grande, e mais legal de tudo é perceber que eles pedem para trabalhar em cima das pesquisas não no sentido de se reunir só para conversar, bagunçar ou matar tempo, eles produzem mesmo, eles mostram interesse e prazer em realizar o trabalho. Realizando este trabalho me sinto uma professora que está proporcionando oportunidades para o crescimento e desenvolvimento de seus alunos, Rubem Alves dis que“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Projetos de Aprendizagem

Quanto iniciei meu estágio achei muito difícil trabalhar com projetos de aprendizagem. Esta proposta é inovadora, desafiadora, mas agora que estou com ela em andamento estou percebendo o quando ele é uma ótima ferramenta onde abre um leque grande de conteúdos. Estes conteúdos não são determinados por mim eles surgem das descobertas e pesquisas que os alunos vão realizando e descobrindo perante o tema escolhido.
No início fui bem resistente para trabalhar com os PAs, não sabia por onde começar, até que um dia minha turma foi visitar um trabalho realizado sobre os primeiros moradores da comunidade de Alegrete. Foi uma visita incrível com um trabalho muito bem construído. Então voltamos para sala e começamos a falar sobre o mesmo e meus alunos ficaram motivados a fazer um trabalho de pesquisa referente aquele com a comunidade de Três Cachoeiras. Tudo certo, então pedi para eles listar as dúvidas e as certezas que eles tinham em relação a nossa comunidade. Só que nesse primeiro momento percebi que meus alunos estavam presos ao trabalho que tinham visto sobre a outra comunidade, então depois de algumas tentativas percebi que o projeto não decolava e mais uma vez estava eu desmotivada e sem nem uma empolgação para desenvolver o PA.
Só que as coisas tomaram um rumo diferente, num chat com a supervisora Marie Jane eu contei o que estava acontecendo, então ela me sugeriu que eu iniciasse outros PAs com outras curiosidades que os alunos apresentassem. Foi o que eu fiz, um dia pedi para eles escrevessem suas curiosidades numa folha de papel, e destas curiosidades formaram-se cinco grupos: Como forma os terremotos; Dois grupos sobre Animais em extinção; e mais dois sobre De onde vieram os dinossauros.
Agora estou com os PAs em desenvolvimento, a turma toda esta adorando seus trabalhos, todos se dedicando, entusiasmados com os trabalhos, todos os dias perguntam se vamos trabalhar com os PAs, enfim estou muito contente por ter acreditado e superado minhas angústias e medos.

domingo, 23 de maio de 2010

Reflexão

A cada semana, dia que passa fico mais ansiosa perante os trabalhos realizados com os PAs, a cada nova etapa concluída e uma nova que se aproxima fico desacomodada sem saber se as coisas vão fluir. Mas conversando com os alunos com as colegas de estágio sempre acaba surgindo uma luz. Legal mesmo é ver todo o envolvimento dos alunos no processo de construção do trabalho, é sentir o comprometimento dos mesmos, e ver que cada dia que passa eles trazem mais materiais sobre suas pesquisas, é claro que tenho grupos que estão num estágio mais avançado, até porque o assunto abordado é mais fácil de encontrar. Mas o mais interessante é perceber que trabalhar com PA é uma metodologia que esta dando certo, apesar dos impasses das desacomodações e das inquietações, até por que é uma proposta nova e desafiadora, que esta causando muita reflexão e análise do trabalho, sem contar com toda correria.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Reflexão

Acho que vai ser bem mais proveitoso este novo recomeço do PA, pois senti que os alunos estão mais empolgados e envolvidos, até porque as curiosidades partiram de todos com diferentes assuntos, antes apenas alguns estavam empolgados com o tema escolhido e mediante uma proposta de atividade nova todos acataram como se fosse a única alternativa de trabalho, então estava sentindo que no início alguns alunos estavam animados no início mas depois percebi que a curiosidade estava ficando desmotivada.. Nesta nova proposta senti mais entusiasmo e comprometimento, já que todos tiveram a liberdade de optar por temas que viessem de encontro com suas curiosidades. Quando elenquei as perguntas mais solicitadas, percebi que alguns alunos estavam querendo trocar, pois estavam se dirigindo na formação dos grupos por afinidades, então expus que a proposta do nosso trabalho não era esse, que a formação dos grupos era através de curiosidades afins. Agora refletindo sobre esse momento posso perceber que realmente os alunos entenderam a proposta e como eles aderiram a mesma, demonstrando entusiasmo, e neste momento penso que por várias vezes sufocamos nossos alunos subestimando-os. Paulo Freire fala da “importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva a certeza de que faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar certo”. Por muitas vezes penso na minha prática, sempre me questionando o modo de como ser um bom mediador no processo ensino aprendizagem cuidando para não fazer um trabalho no sentido vertical e sim no sentido horizontal.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Reflexões sobre o Estágio

Desde o início do curso sempre fiquei ansiosa por este momento do estágio. Um dos motivos é que isso significa que estamos concluindo o curso, por outro lado é que estágio é o momento de aplicarmos tudo que aprendemos ao longo do processo de construção de nossa caminhada. Realmente é um momento de ansiedade, expectativas, nervosismo, porém ao mesmo tempo é mais uma etapa que está sendo concluído... É isso mesmo,um momento de muitas esperas e expectativas....

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

...sendo o Brasil um imenso país, com enorme diversidade, exige uma
educação que, para contribuir na construção da unidade nacional,precisa ser pensade também ela, na unidade. A questão que se origina desta constatação é a seguinte: é preciso uma decisão centralizada sobre currículo para garantir a unidade ou esta pode ser obtida em outro processo? A segunda questão, tão repetida historicamente quanto a anterior, tem a ver com a autonomia do país frente a modelos alternativos para a educação pensados do exterior e o surgimento de propostas alternetivas nacionais (regionais e locais). Os dois processos existem? Como convivem?

(Alves e Villardi, 1997)