segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tecnologia na educação

A inclusão das mídias nas escolas no momento que iniciou causou certo constrangimento, principalmente por parte de nós professores de como utilizá-las em nossas aulas. Antes dos computadores, nós utilizávamos a TV, o vídeo, o cinema, o som, porém de forma que o educando atuava como um ser passivo no processo de ensino aprendizagem, centrado na mera transmissão de conteúdos por parte de nós, professores.
Com o crescimento e desenvolvimento das tecnologias em todas as áreas da sociedade, a escola não poderia ficar para traz, também teve a necessidade de enquadrar-se nos moldes das novas formas de informação e comunicação que os mesmos proporcionam, a interação com o mundo. Porém, os reajustes necessários não ficam somente nas trocas de tecnologias, foi preciso inovar o processo de ensino-aprendizagem. É preciso uma nova postura de nós professores, um novo olhar sobre o aluno e sua condição de apropriar-se de seu conhecimento, onde o professor deixa de ter o papel centralizador de transmissor, assumindo uma postura de mediador.
Esta experiência vivenciei no estágio e com a longa caminhada de curso, onde tive a oportunidade de me aperfeiçoar e apropriar do uso da tecnologia, também com o uso de uma nova metodologia de trabalho que são os Projetos de Aprendizagem. Portanto, posso confirmar que muitas mudanças ocorreram e contribuíram para aprimorar minha prática. No início do curso lembro que pouco sabia sobre computador, agora procuro usar ao máximo em minhas aulas, na contribuição da construção do conhecimento de meus alunos e no meu uso diário, tanto para meu crescimento pessoal e profissional.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

TCC

Após o estágio cheio de novas descobertas, e uma experiência impar, estou focada na conclusão do TCC. Foram muitas as aprendizagens, porém, a que refleti mais foi em relação a nova prática de trabalho, onde percebi claramente o entusiasmo, a participação e interação do educando n caminhada do processo de construção do conhecimento, beneficiada por uma prática inovadora. Então, quando fui elaborar o relatório de estágio já elenquei como pergunta central “Projeto de aprendizagem na construção do conhecimento”, porém, depois da primeira aula de orientação com a supervisora Marie Jane e Juliana, ambas sugeriram que reformulasse a pergunta, pois, estava muito ampla. Após muita reflexão a pergunta ficou elaborada da seguinte maneira “Como os Projetos de Aprendizagem podem proporcionar uma prática diferenciada”. Mas novamente terei que refazer, pois a tutora Juliana achou que "prática diferenciada" esta muito ampla. No momento ela mencionou que era para ficar assim e me focar mais na leitura dos autores e de artigos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Projeto de Aprendizagem


Os grupos se reuniram, e trabalhei de forma individual com cada grupo, foi muito produtivo e pude perceber melhor como os trabalhos estavam se encaminhando. Conversei com os integrantes de cada grupo onde fizemos uma analise para perceber se as perguntas secundárias e a principal estavam respondidas.
Foi muito interessante esta retomada com cada grupo, neste momento podemos perceber com mais clareza o que realmente cada um tinha de material e se os mesmos estavam respondendo suas perguntas. O grupo que está trabalhando sobre os terremotos estavam convictos que suas perguntas estavam todas respondidas, só que ao ler as perguntas e a primeira síntese perceberam que nem todas estavam respondidas e mais importante, eles estavam afirmando que no Brasil não ocorre terremotos por que não tem placas tectônicas, só que os mesmos se contradizem com a descoberta do primeiro terremoto que ocorreu no Brasil. Então fiz alguns questionamentos e eles compreenderam a incoerência que tinham cometido. E desta conversa surgirm mais dúvidas, e a certeza que eles tinham elencado passou a se tornar uma dúvida. No trabalho com PAs “o estudante torna-se produtor de conhecimento, abrem-se possibilidades dele se integrar a uma rede de autores, ao invés de um mero consumidor” (CARVALHO, Marie Jane Soares [et al]).


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Reflexão

Trabalhar com os PAs está sendo uma conquista muito grande e inovadora, todos os dias antes mesmo de entrar na sala os alunos perguntam se é para formar os grupos, a emporgação e animação da turma é muito grande, e mais legal de tudo é perceber que eles pedem para trabalhar em cima das pesquisas não no sentido de se reunir só para conversar, bagunçar ou matar tempo, eles produzem mesmo, eles mostram interesse e prazer em realizar o trabalho. Realizando este trabalho me sinto uma professora que está proporcionando oportunidades para o crescimento e desenvolvimento de seus alunos, Rubem Alves dis que“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Projetos de Aprendizagem

Quanto iniciei meu estágio achei muito difícil trabalhar com projetos de aprendizagem. Esta proposta é inovadora, desafiadora, mas agora que estou com ela em andamento estou percebendo o quando ele é uma ótima ferramenta onde abre um leque grande de conteúdos. Estes conteúdos não são determinados por mim eles surgem das descobertas e pesquisas que os alunos vão realizando e descobrindo perante o tema escolhido.
No início fui bem resistente para trabalhar com os PAs, não sabia por onde começar, até que um dia minha turma foi visitar um trabalho realizado sobre os primeiros moradores da comunidade de Alegrete. Foi uma visita incrível com um trabalho muito bem construído. Então voltamos para sala e começamos a falar sobre o mesmo e meus alunos ficaram motivados a fazer um trabalho de pesquisa referente aquele com a comunidade de Três Cachoeiras. Tudo certo, então pedi para eles listar as dúvidas e as certezas que eles tinham em relação a nossa comunidade. Só que nesse primeiro momento percebi que meus alunos estavam presos ao trabalho que tinham visto sobre a outra comunidade, então depois de algumas tentativas percebi que o projeto não decolava e mais uma vez estava eu desmotivada e sem nem uma empolgação para desenvolver o PA.
Só que as coisas tomaram um rumo diferente, num chat com a supervisora Marie Jane eu contei o que estava acontecendo, então ela me sugeriu que eu iniciasse outros PAs com outras curiosidades que os alunos apresentassem. Foi o que eu fiz, um dia pedi para eles escrevessem suas curiosidades numa folha de papel, e destas curiosidades formaram-se cinco grupos: Como forma os terremotos; Dois grupos sobre Animais em extinção; e mais dois sobre De onde vieram os dinossauros.
Agora estou com os PAs em desenvolvimento, a turma toda esta adorando seus trabalhos, todos se dedicando, entusiasmados com os trabalhos, todos os dias perguntam se vamos trabalhar com os PAs, enfim estou muito contente por ter acreditado e superado minhas angústias e medos.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Visita da Supervisora

Esta semana tive a visita de minha supervisora Marie Jane, estava ansiosa para recebê-la e para mostrar os trabalhos realizados pelos alunos em suas pesquisas no processo de construção e desenvolvimento dos PAs. Foi ótima sua visita, ela conversou com os alunos sobre o que eles estavam pesquisando e fez várias perguntas referentes aos trabalhos estigando-os mais ainda. Tudo aconteceu de forma natural e descontraída, meus alunos ficaram impressionados pelo fato de eu também ter uma professora e dela ter passados aqueles minutos conosco. Eu aproveitei para esclarecer algumas dúvidas e pedir mais algumas dicas. Conversamos bastante, ela me orientou e sugeriu que ainda eu trabalhasse mais as certezas e dúvidas, me propôs que eu sentasse com cada grupo e fosse olhando se o material que elas tinham pesquisado estava respondendo suas dúvidas e a pergunta central de cada grupo. A noite tivemos um encontro com todas as estagiárias e supervisora. Foi um momento de troca de experiências, de desabafos e angustias. Foi uma oportunidade única, muito reflexiva e de total inspiração para voltar a sala de aula e dar continuidade neste trabalho maravilhoso de descobertas e aprendizados impar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Trabalhos em Grupo






Sobre os trabalhos realizados com PAs estou muito contente em ver os resultados, os alunos trabalhando em grupos, pesquisando sobre suas curiosidades e interesses. È um trabalho que não mostra desprendimento por parte dos alunos, pelo contrário, a cada dia que passa eles estão trazendo mais matérias relacionados aos seus assuntos, e para os colegas de outros grupos, alguns já fizeram cartazes referentes há suas pesquisas, enfim, está sendo um trabalho produtivo e com resultados surpreendentes, e como educadora sempre procurei trabalhar em grupos com meus alunos, pois considero muito importante a troca, a interação. O trabalho em grupo possibilita um maior intercâmbio entre as crianças, que trocam as suas vivências e suas impressões sobre as coisas, proporcionando uma produção coletiva do conhecimento. Penso que o trabalho em grupo favorece o ensino-aprendizagem, aliás, este é um assunto que foi muito abordado ao longo do nosso curso. Segundo Santomé [...] precisamente pelo fato de comparar conhecimentos, ponto de vista próprios com os dos outros, surgem conflitos sócio-cognitivos, motor de conhecimentos posteriores. A discussão das diferenças colocadas por cada integrante de um grupo de trabalho é uma das maneiras de passar de um conhecimento subjetivo, pessoal, para outro mais objetivo e intersubjetivo (SANTOMÉ, 1998, p 244). Portanto, trabalhar com PAs é mais um ponto positivo na caminhada da construção do conhecimento, principalmente trabalhos realizados em grupos. A interação entre os alunos é muito importante, como educadora sempre incentivei que eles se ajudem entre si, pois muitas vezes quando um aluno fica com dúvidas em um determinado conteúdo, as dificuldades podem ser sanadas com uma simples explicação do colega, na linguagem deles. É uma pena que muitos educadores não tem a percepção da importância do trabalho em grupo e que ainda mantém as formas tradicionais das aulas. O trabalho em grupo facilita a aprendizagem, pois a dúvida de um, partilhada no grupo, pode ser respondida por outro. É uma forma de fomentar o trabalho cooperativo, coletivo e solidário.