quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PLANO DE AULA

*Considerar os seguintes itens no seu planejamento:
A) Nível/ Etapa de Ensino: 3º série
B) Temática focalizada: Lembrar-se dos amigos
C) Justificativa (da temática escolhida): Segundo o autor Anderson Moço os textos têm “características sociocomunicativas” que são definidas pelo conteúdo, a função, o estilo e a composição do material a ser lido. E é essa soma de características que define os diferentes gêneros. Portanto, os cartões e os cartões-postais podem ser uma boa opção para os alunos perceberem a característica do gênero, fazendo relação entre as condições de produção e as formas de linguagem formal e informal, pois as mesmas conjugam imagens com textos escritos e mensagens variadas. Para desenvolver competência como leitor e escritor devemos oferecer diversos tipos de textos para nossos educando, pois os mesmos não se limitam mais somente em textos narrativos, descritivos e dissertativos, temos que oferecer e proporcionar todos os tipos de textos que circulam no meio social, para que os mesmos discutam e analisam os conteúdos no interior das práticas de leitura e escrita.

D) Roteiro das atividades:
1) Leitura: Será feita através de diferentes cartões e cartões-postais.
2) Produção textual: Individual
3) Jogo: Jogo de ditado
4) Sistematização: uso correto da escrita
E) Descrição das atividades:
1) Leitura: A leitura será coletivamente com discussões em torno dos cartões apresentados pela professora e pelos alunos que trouxeram (solicitados pela professora).
1.1) objetivo: Conhecer os diferentes cartões, em que momentos são utilizados e os diferentes tipos de linguagem que apresentam.
1.2) organização da turma: Em pequenos grupos
1.3) organização dos materiais: Livre para o manuseio de todos.
1.4) desenvolvimento: Primeiro momento será oferecido os diferentes cartões, onde eles irão discutir sobre os mesmos, comparar suas diferenças e semelhanças e após as interpretações orais também fazer as escritas.

2) Produção textual
2.1) objetivo: Produzir um cartão, observando a mensagem mais adequada, para a presente situação.
2.2) organização da turma: Em pequenos grupos onde os mesmos opinam, discutem, porém cada um constrói o seu cartão.
2.3) organização dos materiais: O critério de cada um.
2.4) desenvolvimento: Confecção de um cartão e enviar a um amigo que esteja fazendo aniversário, ou que está comemorando uma vitória ou que passou em um concurso, etc. Escolher uma figura alegre que combine com seu amigo para fazer a frente do cartão. Pode ser através de desenho livre ou com recortes de revistas ou jornais. Após escrever uma mensagem cumprimentando seu amigo no alto do cartão e o seu nome e a data após a mensagem.

3) Jogo : O jogo é a mais presente atividade do cotidiano infantil. É através do lúdico que a criança testa suas hipóteses, constrói noções e estabelece relações. O uso do jogo na sala de aula, como atividade pedagógica, vem contribuindo significativamente para o processo de alfabetização. Adaptações de jogos clássicos aos objetivos propostos pela professora tornam a descoberta do mundo da escrita mais prazerosa e desafiadora. Como afirma Piaget (apud Kamii e Devries , 1991) , o confronto de diferentes pontos de vista , essencial ao desenvolvimento do pensamento lógico, está sempre presente no jogo , o que torna essa situação particularmente rica para estimular a vida social e a atividade construtiva do indivíduo.É nesse contexto que o jogo da corrida contra o tempo vem integrar-se à prática escolar. 3.1) objetivo: Desenvolver habilidades de comportamento em equipe, criatividade,bom humor, imaginação, organização. 3.2) organização da turma: Em grupo de quatro participantes.
3.3) organização dos materiais: Vários cartões colados em um cartaz.
3.4) desenvolvimento: Diversos cartões serão colados em um cartaz, e este será colado na parede do lado de fora da sala de aula. Serão formados grupos onde terão que se organizar para reescrever as mensagens que estão nos cartões. Um integrante do grupo irá até ao cartaz onde vai ler parte da mensagem, vai retornar e ditar para o colega que esta escrevendo a mensagem, enquanto este dita parte da mensagem, o outro colega já deve ir até ao cartaz e dar continuidade a mensagem, para ditar. Assim a atividade continua até que o primeiro grupo termine de ditar toda a mensagem.

4) Sistematização
4.1) objetivo: Desenvolver os processos de revisão e reescritura do próprio texto reconhecendo o efeito de sentido no uso dos sinais de pontuação.
4.2) organização da turma:Em grupos
4.3) organização dos materiais: Cartaz com cartões colados na parede, e as mensagens serão ditados pelos alunos.
4.4) desenvolvimento: Após o ditado feito pelo grupo,todos lerão as mensagens para confirmar se não ficou faltando nada (pontuação, parágrafo, acentuação, uso de letras maiúscula e minúscula), será o vencedor quem reescreveu corretamente a mensagem contida nos cartões.


Bibliografia:
Como usar os gêneros para melhorar a leitura e a escrita (MOÇO, 2009).
In: Revista Nova Escola (agosto, 2009).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Considero avaliação um processo de aprendizagem e reflexão sobre a caminhada diária de meus alunos, procuro observá-los em todos os aspectos cognitivo, emocionar e como protagonistas da construção do seu conhecimento, não somente como produto final. Além da avaliação continua também utilizo o parecer descritivo, relatando ao responsáveis o desempenho do aluno onde os critérios que utilizo são o desenvolvimento global do aluno em relação a ele mesmo: ao seu desempenho inicial e ao produto de suas aprendizagens ao longo do trimestre. Penso ser esta forma de avaliar a mais respeitosa e próxima à individualidade do aluno, pois já experimentei avaliar com notas e conceitos que dizem respeito apenas ao aspecto cognitivo do educando, parcializando e mascarando uma avaliação que deveria ser integral.
Sei que avaliar não é tarefa fácil, pois nossos olhares têm que estar voltados para um todo do aluno, assim respeitando suas individualidades.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

LINGUGEM E EDUCAÇÃO

A partir da leitura dos textos propostos, compreendi que a consciência fonológica é a habilidade de perceber a estrutura sonora de palavras e fonemas. Após as leituras sugeridas e lendo discussão dos colegas, achei a proposta de alfabetização do GEEMPA muito parecido com a consciência fonológica, pois a proposta do GEEMPA faz uma bricolagem de contribuições de diferentes áreas para constituir a sua proposta. A consciência fonológica, como bem percebeste, está presente em muitas propostas, mesmo que não nomeadas dessa forma. A proposta das \"boquinhas\" para cada sílaba da palavra, presente na proposta do GEEMPA, está ancorada na consciência fonológica.

DIDATICA

MATERIAIS DIDÁTICOS
1.Para o planejamento, você escolheu um tema a ser desenvolvido. Qual é a importância deste tema para os seus alunos, isto é, para o grupo para quem planejou, no dia de hoje? É um tema de que os alunos precisam hoje para resolver algum problema concreto? Para satisfazer alguma curiosidade?
A importância do tema escolhido para a vida do aluno na atualidade é que desde sempre os cartões postais foram usados como meio de comunicação, pois através deles as pessoas também podem expressar seus sentimentos ou até fazer comparações de lugares (espaço), no passado e presente. Estas comparações podem resolver problemas sim, para qualificar os estudos de determinadas situações urbanas quanto para dar precisão a uma inegável situação sócio-cultural, como fonte de terapias (recortando o passado através dos mesmos).

2.Qual é a relevância do tema escolhido para seus alunos no futuro? Em que o tema vai contribuir para a vida destes alunos?
O tema escolhido para os alunos é que além de muitas vezes os cartões serem uma linguagem informal e agradável, é necessário enviar um cartão aos amigos e parentes, pois, através dos mesmos estamos demonstrando nossos sentimentos, afeto pelas pessoas que gostamos e que temos um vinculo maior de amizade. Se for no sentido de mandar cartões para os amigos e parentes com a finalidade de lembrança ou comemoração por uma data especial, os mesmos contribuirão no sentido de amizade, carinho, comemoração. Se for no sentido de analisar, comparar lugares, espaços ou até mesmo no processo de reflexão no sentido de como a criança representa seu espaço, estes cartões irão contribuir e muito na vida do aluno.

3.Qual é o acesso que os seus alunos têm ao tema? O que eles já sabem sobre o tema? Onde o tema aparece no cotidiano dos alunos? O que pode motivá-los a trabalhar com este tema?
O acesso que os alunos têm ao tema é geralmente através dos cartões que os familiares já possuem, as mensagem na internet por email, os cartões nos murais das escolas. O tema aparece no cotidiano dos alunos através das datas comemoradas em especial aniversário, Páscoas, Natal, formatura, dia da criança, trabalho realizado em sala de aula para comparar determinada região, cidade, espaço. O que pode motivá-los a trabalhar com este tema é a questão da comparação, analise de determinados lugares, a vontade de se comunicar com os amigos e parentes.

4.De que forma esta atividade planejada se relaciona com outras áreas do conhecimento além da linguagem? Quais são elas?
Podemos fazer uma costura com a história, a geografia através de analise, comparação e descrição de lugares no passado e presente, com os cartões.

5.O tema escolhido poderia ser um tema desencadeador para desenvolver um projeto mais amplo e interdisciplinar? Seguindo as etapas como os projetos são desenvolvidos, o que você teria que fazer antes de explorar o tema da forma prevista? E o que você teria que fazer depois?
Acredito que o tema pode ser desenvolvido através de um projeto mais amplo e interdisciplinar para trabalhar com diferentes áreas do conhecimento. Primeiramente teria que saber se o tema está de acordo com a realidade do aluno e se o mesmo despertaria curiosidade no educando e quais os objetivos a serem desenvolvidos com tema e as metas que queremos atingir. Depois do tema trabalhado deve fazer uma sondagem e uma avaliação do mesmo, para ver se os objetivos foram alcançados.


6.Agora, imagine um encontro seu com os pedagogos Célestin Freinet e Maria Montessori. Quais sugestões Freinet daria a você para desenvolver este projeto? E quais ideias teria Maria Montessori?
Acredito que Maria Montessori me sugeria trabalhar com materiais concretos que levassem o aluno a perceber na prática aquilo que estava sendo proposto. Freinet recomendaria um trabalho coletivo, onde as relações interpessoais se fizessem presentes na maioria do tempo para que a aprendizagem acontecesse de forma mais favorável.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LINGUAGEM E EDUCAÇÃO

A professora Patricia Camini sugeriu como leitura uma entrevista sobre pontuação na alfabetização na revista Nova Escola com a especialista Célia Diaz Argüero. Célia na sua entrevista diz que para as crianças é muito difícil entender esse processo de estruturação da escrita. Também sua pesquisa constatou que os erros mais comum que as crianças encontram nesse processo de entender o que é e para que serve a pontuação é a dificuldade de identificar as tais unidades sintáticas, e que diversos alunos escrevem uma frase sobre um assunto, sem ponto nem nada, emendam uma nova frase sobre outro tema. Célia na sua fala contempla que nós professores diante desta situação precisamos fazer algumas perguntas para ajudar a turma a se desenvolver, como: Quais sinais os alunos utilizam primeiro? Quais são os mais usados por cada um? De que forma as crianças incorporam as informações que a escola lhes oferece? Que relação existe entre a pontuação e a ortografia? Que relação existe entre a pontuação e outros recursos para organizar os textos, como o uso do espaço na folha de papel? Essas são algumas das colocações da especialista Célia entre tantas outras. Colegas vale a pena ler a entrevista, é muito boa... :)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Libras

Sobre instituição de surdos onde os mesmos participam ativamente como líderes eu só
tenho conhecimento de uma escola para surdos que fica no município de Torres, onde temos alunos surdos de nosso município que são atendidos lá, porém, não tenho conhecimento de como é a participação destes alunos dentro da instituição escolar. Sei que a professora deles não é surda, quanto a sua metodologia de trabalho desconheço. Acredito que os desafios tanto dos surdos como das instituições em relação a participação efetiva como lideres é bastante cercadas de obstáculos, no sentido de interação entre si, de comunicação e até mesmo de aceitação deste grupo na comunidade escolar em relação as suas capacidades. Acredito que eles têm participação nos projetos, nas atividades da escola, mas como sujeitos que só fazem parte daquele ambiente, daquele espaço. Acredito que não são vistos como sujeitos ativos dentro da tomada de decisões no que diz respeito a um assunto maior devido ao preconceito e ao desrespeito. Falo isso devido a anos de trabalho dentro da APAE, e de escolas regulares onde temos alunos inclusos, e estes enfrentam muito preconceitos e descriminação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LIBRAS

Atualmente sabemos que uma das prioridades da educação brasileira é a inclusão de alunos com necessidades educativas nas classes de ensino regular. Porém sabemos que por muitos anos lhe foram negados estes direitos, e em especial, os surdos. Hoje eles lutam por direitos iguais, onde se reconheça sua cultura, sua língua, a Língua de Sinais.
A inclusão de alunos surdos nas escolas de ouvintes teve início praticamente no ano de 1994 com representantes de mais de oitenta países onde se reuniram e assinaram um documento chamado Declaração de Salamanca, que tem como objetivo assegurar o direito de todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas a terem acesso às escolas de ensino regular.
Neste contexto já sabemos que tem várias escolas que atendem alunos surdos, porém, também sabemos que muitos destes alunos abandonam as escolas ou quando completam o ensino médio saem com uma aprendizagem muito defasada. Para uma melhor aprendizagem e uma inclusão de verdade as escolas devem oferecer aos alunos surdos conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, onde os mesmos possam desenvolver a memória visual e o hábito da leitura, os professores de preferência surdos para que ambos tenham um melhor entrosamento, tanto em sua cultura, como no dia a dia em sala de aula. Muitos surdos criticam professores ouvintes na prática de aula. “Surge então uma exclusão no que se refere à efetiva participação e autonomia do aluno surdo em aula, mascarada pelo conceito de inclusão (MOURA, 2000).” Outra alternativa é poder ter em sala de aula professores surdos que possam ajudar os professores regentes trabalhando com a língua de sinais.

Estes seriam alguns dos direitos que os alunos surdos deveriam ter e tudo isso foi “conquistado” com grandes lutas, e muitas desta lutas foram árduas, onde os mesmos foram colocados como pessoas incapacitadas de se pronunciarem e de participar de suas próprias reivindicações, sendo massacrados pela oposição, onde de todas as maneiras tentavam silenciar os protestos e manifestação através de “chantagens” e humilhações.