quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LINGUAGEM E EDUCAÇÃO

A professora Patricia Camini sugeriu como leitura uma entrevista sobre pontuação na alfabetização na revista Nova Escola com a especialista Célia Diaz Argüero. Célia na sua entrevista diz que para as crianças é muito difícil entender esse processo de estruturação da escrita. Também sua pesquisa constatou que os erros mais comum que as crianças encontram nesse processo de entender o que é e para que serve a pontuação é a dificuldade de identificar as tais unidades sintáticas, e que diversos alunos escrevem uma frase sobre um assunto, sem ponto nem nada, emendam uma nova frase sobre outro tema. Célia na sua fala contempla que nós professores diante desta situação precisamos fazer algumas perguntas para ajudar a turma a se desenvolver, como: Quais sinais os alunos utilizam primeiro? Quais são os mais usados por cada um? De que forma as crianças incorporam as informações que a escola lhes oferece? Que relação existe entre a pontuação e a ortografia? Que relação existe entre a pontuação e outros recursos para organizar os textos, como o uso do espaço na folha de papel? Essas são algumas das colocações da especialista Célia entre tantas outras. Colegas vale a pena ler a entrevista, é muito boa... :)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Libras

Sobre instituição de surdos onde os mesmos participam ativamente como líderes eu só
tenho conhecimento de uma escola para surdos que fica no município de Torres, onde temos alunos surdos de nosso município que são atendidos lá, porém, não tenho conhecimento de como é a participação destes alunos dentro da instituição escolar. Sei que a professora deles não é surda, quanto a sua metodologia de trabalho desconheço. Acredito que os desafios tanto dos surdos como das instituições em relação a participação efetiva como lideres é bastante cercadas de obstáculos, no sentido de interação entre si, de comunicação e até mesmo de aceitação deste grupo na comunidade escolar em relação as suas capacidades. Acredito que eles têm participação nos projetos, nas atividades da escola, mas como sujeitos que só fazem parte daquele ambiente, daquele espaço. Acredito que não são vistos como sujeitos ativos dentro da tomada de decisões no que diz respeito a um assunto maior devido ao preconceito e ao desrespeito. Falo isso devido a anos de trabalho dentro da APAE, e de escolas regulares onde temos alunos inclusos, e estes enfrentam muito preconceitos e descriminação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LIBRAS

Atualmente sabemos que uma das prioridades da educação brasileira é a inclusão de alunos com necessidades educativas nas classes de ensino regular. Porém sabemos que por muitos anos lhe foram negados estes direitos, e em especial, os surdos. Hoje eles lutam por direitos iguais, onde se reconheça sua cultura, sua língua, a Língua de Sinais.
A inclusão de alunos surdos nas escolas de ouvintes teve início praticamente no ano de 1994 com representantes de mais de oitenta países onde se reuniram e assinaram um documento chamado Declaração de Salamanca, que tem como objetivo assegurar o direito de todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas a terem acesso às escolas de ensino regular.
Neste contexto já sabemos que tem várias escolas que atendem alunos surdos, porém, também sabemos que muitos destes alunos abandonam as escolas ou quando completam o ensino médio saem com uma aprendizagem muito defasada. Para uma melhor aprendizagem e uma inclusão de verdade as escolas devem oferecer aos alunos surdos conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, onde os mesmos possam desenvolver a memória visual e o hábito da leitura, os professores de preferência surdos para que ambos tenham um melhor entrosamento, tanto em sua cultura, como no dia a dia em sala de aula. Muitos surdos criticam professores ouvintes na prática de aula. “Surge então uma exclusão no que se refere à efetiva participação e autonomia do aluno surdo em aula, mascarada pelo conceito de inclusão (MOURA, 2000).” Outra alternativa é poder ter em sala de aula professores surdos que possam ajudar os professores regentes trabalhando com a língua de sinais.

Estes seriam alguns dos direitos que os alunos surdos deveriam ter e tudo isso foi “conquistado” com grandes lutas, e muitas desta lutas foram árduas, onde os mesmos foram colocados como pessoas incapacitadas de se pronunciarem e de participar de suas próprias reivindicações, sendo massacrados pela oposição, onde de todas as maneiras tentavam silenciar os protestos e manifestação através de “chantagens” e humilhações.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

LIBRAS

Após assistir ao filme fiz minhas reflexões a respeito do mesmo. O filme “O menino Selvagem” relata a história de um menino que viveu aproximadamente dez anos isolado do convívio social e sem contato com pessoas, este desenvolveu hábitos e costumes próprio do meio em que vivia que era com os animais, no meio da floresta.
Sabemos que as pessoas são de certo modo influenciaveis pelo meio em que vivem, porém cada um é um ser impar, com sua maneira de agir, pensar, e com suas experiências.
Victor quando deixou a floresta e começou a conviver com as pessoas ditas “civilizadas” atravancou por muitos conflitos e sofrimento. Passou a ser alvo de chacota e de desprezo por muitos e também se tornou um mero objeto de estudo por outros. No colégio de surdos-mudos para onde foi levado, ele passou por muitos constrangimentos, e maus tratos, porém o médico Jean Itard acaba levando-o para casa, onde com a ajuda de sua governante acredita que pode reeducá-lo e torná-lo sociável.
Em muitos momentos de ensinamentos Itard insistia tanto com Victor que acabava ultrapassando e desrespeitando seus limites, mas sempre na intenção de defender o que acreditava, que Victor era capaz de aprender e de readaptar ao novo meio.
Podemos relacionar a história de Victor com a dos surdos, onde ambas sofreram para se adaptar com o meio. Sabemos que a trajetória da cultura surda condiz com toda essa falta de respeito e de direitos às condições de vida, as pessoas surdas, que ao longo de muitos anos e de muita luta foram adquirindo respeito devido à busca por uma adaptação à sociedade e também um espaço dentro desta, sendo isso colocado em prática através de pesquisas, estudos e adaptações de pessoas com este tipo de dificuldade, para fim de que fossem aceitas conforme suas condições especiais.
Hoje, percebe-se uma maior preocupação com a inclusão de pessoas dentro da sociedade, mas isso foi ganhando força na medida em que estudiosos como Jean Marc Itard, que estudou o caso do menino selvagem e que tentou readaptá-lo a sociedade, foram questionando as dificuldades de pessoas como Victor, o menino do filme. Mas o que se percebe também foi que ao longo dos anos essa preocupação também ganhou força pela busca de direito destas pessoas através de indivíduos que tiveram relação com pessoas que tiveram familiares, amigos ou pessoas próximas com esse tipo de dificuldade, questionando o porquê de terem de aceitar esse tipo de discriminação dentro da sociedade.
Tanto os surdos quanto outras pessoas que apresentam alguma necessidade educativa especial, merecem ser tratados com respeito e como indivíduos iguais perante os outros, merecem ter seus direitos assegurados na sociedade e nas escolas como qualquer outro cidadão, e para que isso seja eficaz, devemos principalmente nós educadores ter mais responsabilidade, capacidade e por em prática todo esse lado de cidadania que todos merecem e tem direito, e também não podemos esquecer-nos de cobrar das autoridades ações políticas de qualidade voltadas para todos os cidadãos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

Achei muito válidos as analises que tivemos que realizar sobre as teses nos PA. Para mim contribuiu muito no sentido de reflexão individual. Foi um momento meu, que tive que parar e pensar sobre todo o processo de construção do mesmo. Sendo construída em grupo a produção toma outro propósito, pois trabalho em grupo há muita analise discussão e reflexão dentro da edificação do tema gerador, e na análise individual a reflexão é voltada mais para o eu, como se fosse uma retomada, um retrocesso a caminhada de toda a construção do PA.
No mesmo estante que respondia as teses me imaginava na sala de aula trabalhando com meus alunos com os Projetos de Aprendizagem. E nesta situação só de imaginar me senti insegura perante este trabalho, porque parece que foge ao meu controlo de lidar com este novo método de trabalho, parece que não saberei conduzir o mesmo. Também me recordo quando pela primeira vez a professora Nádia no quarto eixo lançou a proposta de trabalhar-mos com perguntas partidas do interesse de nossos alunos, lembro que questionei muito a respeito, até porque temos uma série de atividades que temos que dar conta durante o ano letivo, mas claro que sei que vais me questionar sobre os conteúdos, que muitos de nós professores ainda ficamos presos aos conteúdos... Mas meus questionamentos eram voltados mais para organização deste trabalho e no sentido de conduzi-los, e até porque foi o primeiro passo de uma longa caminhada que estamos construindo. Agora estou me preparando para o estágio com uma nova proposta de trabalho que irei desenvolver com meus alunos, e sei que vai dar tudo certo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Jovens e Adultos

Pensar em educação de Jovens e Adultos, é discutir sobre Direitos a educação, Direito a uma vida digna. E para que isso ocorra somente é permitido através de uma educação inovadora, participativa e critica, onde as barreiras sociais serão removidas. sabemos que indivíduos analfabetos são considerados como ignorantes desqualificados para o exercício da cidadania, não sendo reconhecido como produtor de cultura, como aquele que participa da construção da sociedade e da produção da riqueza material. Porém,no contexto social sabemos que não é bem assim, temos indivíduos concientes de seus direitos e deveres, críticos utilizando a leitura de mundo para favorecer a sua vida, buscando no seu dia a dia, argumentos para apreender. São homens e mulheres que almejam aprender seus nomes, escrever cartas, ou ensinar seus filhos menores. Quisera que politícas publicas olhassem um pouco mais para esses pequenos projetos, que com coragem e participação comunitária, fazem mudar vidas para verdadeira transformação social.

domingo, 27 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

O modelo de educação proposto por Paulo Freire se diferencia da educação tradicional, pois abomina dentre outras coisas a dependência dominadora, que inclui dentre outras a relação de dominação do educador sobre o educando.
Na ação educativa libertadora, existe uma relação de troca horizontal entre educador e educando exigindo-se nesta troca, atitude de transformação da realidade conhecida. É por isso, que a educação libertadora é acima de tudo uma educação conscientizadora, na medida em que além de conhecer a realidade, busca transformá-la, ou seja, tanto o educador quanto o educando aprofundam seus conhecimentos em torno do mesmo objeto cognoscível para poder intervir sobre ele.
Percebe-se que neste sentido, quanto mais se articula o conhecimento frente ao mundo, mais os educandos se sentirão desafiados a buscar respostas, e conseqüentemente quanto mais incitados, mais serão levados a um estado de consciência crítica e transformadora frente à realidade. Esta relação dialética é cada vez mais incorporada na medida em que, educadores e educandos se fazem sujeitos do seu processo.
Segundo meu entendimento compreendi que lendo o mundo, criticamente, eles se reconhecerão sujeitos, seres humanos possuidores de um grande potencial de construção e de transformação desse mundo social materializado, coisificado, desumanizado e discriminador, cujos interesses econômicos estão por cima dos valores éticos e espirituais, enfatizando o ter sobre o ser e construindo uma visão de mundo que, ao impor-se como ideologia, transforma as pessoas em seres excluídos e marginalizados ou, simplesmente, em máquinas produtivas sem direito a ter vez e voz.
A nossa responsabilidade como educadores(as), como cidadãos e cidadãs esclarecidos(as), detentores de uma grande parcela do saber cientificamente organizado, é abrir o caminho para que os excluídos possam ser incluídos no processo de transformação social, tendo em vista uma melhoria de vida individual e coletiva. Isto só será possível se os agentes educativos, decidirem agir com ousadia e assumir o compromisso de fazer a integração do saber popular com o saber científico, alicerçando a ação educadora, a partir da alfabetização, no processo de transformação do sujeito para “empoderar-se” dos seus direitos e deveres.